Valdi Junior, editor do AlagoasNegócios, graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas, com 13 anos dedicados ao jornalismo econômico e consultor senior da GQtech Tecnologia e Gestão, onde desenvolve os diagnósticos das principais cadeias e arranjos produtivos de Alagoas. Valdi Junior analisa as últimas notícias dos bastidores do mercado.
A revisão de contrato de financiamento tido por muitos como uma alternativa para continuar honrando a dívida e manter o nome limpo na ‘praça’ está provocando muita dor-de-cabeça para quem optou por esse caminho.
Matéria veiculada no Fantástico mostra que a revisão de contrato de financiamento que consiste na solicitação da redução das prestações da dívida [por considerar as taxas de juros abusivas na maioria das vezes ou por falta de dinheiro decorrente da perda do trabalho entre outros motivos pessoais] está deixando muitos consumidores angustiados. Mas por quê?
Porque o que seria uma solução natural para livrar os consumidores do endividamento está causando um problema maior. As financeiras e os bancos estão sordidamente criando uma ‘lista paralela’ em que inclui o nome das pessoas que pediram revisão de contrato numa situação similar de inadimplência. O consumidor fica proibido de fazer qualquer outro empréstimo.
Tal quadro é um verdadeiro abuso. Porque o consumidor pode solicitar correção do valor da prestação quando o julgar abusivo os juros. Contudo, esse caminho envolve uma negociação direta com o banco, a loja ou a financeira. E, depois de chegado a um denominador comum, não se pode colocar a pessoa na mesma lista de inadimplentes.
O consumidor, que passar por esse tipo de constrangimento, deve procurar o Procon ou a Justiça e fazer valer o direito do consumidor.
No Brasil, infelizmente, há um abuso de poder econômico claro.
Por outro lado, o consumidor brasileiro precisa ter bastante atenção antes de efetuar uma compra financiada. Ultimamente, está muito acostumado a fazer compras no crediário observando apenas o valor da prestação. É um grande risco.
Não resta dúvida que a maioria adota essa prática. Contudo, é preciso pensar mais a frente e saber que o prazo das prestações é longo e, durante o período do pagamento, podem ocorrer intempéries em nossas vidas, como: gastos com doenças, perda de emprego, redução de salário, aumento substancial dos produtos de primeira necessidade entre outras variáveis que terminando corroendo seu poder aquisitivo.
Por isso, o certo é só fechar qualquer negociação à vista ou a prazo, principalmente, quando tiver certeza quase plena que terá condições de honrar os pagamentos mesmo ocorrendo algumas ‘tempestades’ na vida.
O planejamento do orçamento doméstico evita endividamento e irritações de ordem econômico-financeira.
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