Discute-se atualmente em vários meios, o PDE, planos de desenvolvimento que a escola deve implantar no meio físico e/ou pedagógico para emergia a qualidade das escolas públicas brasileiras.
Entretanto, esbarra-se num problema e ao mesmo tempo solução, há uma inserção de dinheiro na escola para a concretização dos planos que a escola deverá desenvolver para aumentar o IDEB. Mas as escolas estão sem o oportunizar soluções cabíveis e educativas para utilização total deste dinheiro, foi tanto tempo que as escolas se contorciam com capital reduzido, cabendo-se somente a gastos básicos. Com o aumento de recursos financeiros destinados as escolas com baixo IDEB, viu-se o montante de recursos que poderiam ser geridos e suplantados pela escola. Houve uma satisfação com a primeira parcela pela compra de materiais que antes impossíveis (TV LCD, máquina copiadora, projetores, etc.), porém, agora, os professores não sabem suprir suas necessidades pedagógicas com a segunda parcela do governo federal, falta ideias.
Existem escolas que estão “inventando” soluções para utilização dos recursos financeiros de forma esporádica. Isso mostra que estas estão tomando decisões que não remetem a necessidade da mesma. Gastam-se os recursos com um não planejamento pedagógico dos materiais ou formações profissionais benéficas e necessárias a escola.
Diretores, professores, coordenadores e outros profissionais da educação têm o poder de tornar a escola utilitária, prazerosa aos moldes de muitos pensadores de área da educação. Um discurso sempre necessário que se fazia em décadas anteriores e acabava-se em pedidos de mais recursos para as escolas para realização de projetos ou tornar o ambiente de atividades pedagógicas o mínimo possível satisfatório.
Porém, o professor/diretor tem de passar por um processo de aprendizagem básica de gestão escolar, não se cabe a expressão diretor, mas um gestor que desenvolve e desobstrua todas as relações burocráticas que a permeiam, sejam elas no contexto administrativo ou das relações humanas tão rachadas dentro da escola.
É o momento que comunidade escolar, conselho escolar e representação de pais e mestres aproveitarem esse momento para darem soluções ao bem comum da escola, o aprender.
Quando existir um conjunto de significações para toda sociedade, interna ou externa a escola, e encurtamento das burocracias, sejam elas administrativas ou existentes no pensamento de alguns profissionais da educação, se estabelecerá um nível de qualidade igualitária a todos. E não se resumir ao professor fingir que ensina, e o educando fingir que aprende.
Uma exemplificação que demonstra essa situação de ausência de objetivos quanto a materiais que a escola possui é o vasto material relacionado a informática, em que não se observa um plano voltado as aulas no laboratório, ou compra de softwares educacionais adequados. Existem laboratórios que não são trabalhados pedagogicamente, sendo utilizados como salas de jogos. Deverá existir uma grande intenção do professor em utilizar esses recursos financeiros em recursos educacionais. E para isso, um enxergar atento as verdadeiras questões pertinentes a melhora da educação na sua escola.
A aclamação de tantos professores em décadas anteriores quanto ao aumento de recursos financeiros para as escolas se concretizou, basta os profissionais da educação se desmembrarem das burocracias mentais e administrativas.
Ledivaldo Gomes de Melo
ledival_melo@hotmail.com
12/04 08h26 - Meritrocracia