As comunidades do mundo inteiro especialmente as da América Latina e África enfrentam um novo tipo de ameaça a seus territórios. Atualmente os investidores estrangeiros, as agroempresas da Ásia e do Golfo Pérsico os administradores de fundos de investimentos europeus e americanos, agem vorazmente para adquirir terras na América Latina. Enquanto a atenção é centrada no comércio de terras na África, a mesma quantidade de dinheiro é investido na América Latina, onde os investidores asseguram que os investimentos em terras agricultáveis são mais seguros e menos controverso, passando distante das questões agrárias vigentes em praticamente todos os países do continente africano. Estes novos donos operam a distância e assumem uma aura de neutralidade. São mais difíceis de serem identificados e os mecanismos que as comunidades poderiam usar para se defender da desapropriação, da devastação ou da contaminação de suas terras não estão claros. Esta nova onda de invasões por parte do grande capital, provoca novos desafios de defesa para as comunidades e os movimentos sociais de toda América Latina.
Cícero Calazans
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