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quarta-feira, 08 de setembro de 2010
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Braskem
Opinião
12/03/2010 11h58
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Desvendando o termo “Business Intelligence (BI)”

Cortesia
Sérgio Luiz Teixeira Cavalcante *
Sérgio Luiz Teixeira Cavalcante *

Como o termo traduzido mesmo diz, o Business Intelligence é um “negócio inteligente”, transformando dados dos sistemas em informações corporativas que ajudam os gestores na tomada de decisão, é sobre isso que vamos tratar neste artigo.

Uma grande dificuldade dos gestores é ter a informação em tempo hábil nas mãos, e quando se têm essas informações, muitas vezes é necessário mais algo para chegar a uma decisão. Isto ocorre porque essas informações são muitas vezes baseadas em relatórios, que nem sempre atendem 100% as necessidades do gestor. Gestores não fiquem preocupados, isto é normal. No mundo corrido de hoje em dia sabemos quão é difícil o trabalho de vocês.

O BI é uma metodologia abordada pela área de TI preocupada em resolver este problema. E bom deixar claro que o BI nunca é usado só, ele vem sempre acompanhado de outras metodologias de TI, como os termos: Data Warehouse (DW), ETL e OLAP. Sem essas metodologias o BI não teria muito sentido e poderia não sair do papel. Se olharmos todos esses termos como se olhássemos para um carro, o BI seria a carroceria, e os outros termos seriam cada uma, uma parte fundamental do motor, que sem uma delas o carro não andaria; resumindo não adianta falar em BI sem antes entender esses outros termos.

Data Warehouse, ETL e OLAP se unem em perfeita sintonia sendo as vezes difícil distinguir o que cada um é em um projeto. Se olharmos como uma seqüência o Data Warehouse seria o primeiro passo dos três, onde começamos a pensar no projeto e documentar esses processos, em seguida começamos a botar a mão na massa numa ferramenta de ETL e por ultimo pré-configuramos a camada visual numa ferramenta OLAP.

Quando falamos de Data Warehouse, nos referimos a uma visão totalmente diferente de olharmos para as nossas informações Elas são organizadas para integrar várias ilhas de dados e para melhorar as analises em cima das informações sem atrapalhar o desempenho em seus sistemas de origem. Também trazem informações de qualidade e agilizam o tempo em futuras análises. Mas nessa etapa do projeto ainda não conseguimos visualizar nada, pois o DW só não funciona. É como uma mídia de DVD pronto pra ser visto, mas sem o player do DVD não conseguimos visualizar nada. E como no DVD, que normalmente acompanha uma capa com informações do mesmo, no DW também é assim, você poderá visualizar algumas informações “em papel” sobre o DW, que pra quem não é da área de TI muitas vezes não importa ou é difícil de entender.

O termo ETL (EXTRACT, TRANSFORM, LOAD) que quer dizer: extração, transformação e carga. No processo de extração fazemos uma cópia quase que fiel do sistema do cliente, pois o processo de ETL não poderá atrapalhar o desempenho do mesmo. Imagine que estamos executando o processo de ETL de vendas, e no balcão de vendas o atendente tenta vender algo paralelamente, provavelmente o ETL poderá atrapalhar, deixar lento ou prender alguns dados por um tempo caso utilizemos o próprio sistema como origem. É por isso que fazemos essa cópia e trabalhamos em cima dela para evitar tais problemas. A transformação é como a maquiagem nos dados, é o processo que transforma os dados em informações de qualidade. E a carga, nada mais é que o processo de gravar essas informações de qualidade em um lugar para que a camada de OLAP possa acessá-los.

A sigla OLAP (On-line Analytical Processing) que resumidamente fala da forma analítica de visualizar os dados. Nesta etapa é onde já podemos interagir de forma discreta com os gestores, onde começamos a montar informações visuais em forma de gráficos, tabelas dinâmicas e de relatórios (vai de acordo com cada ferramenta OLAP), particularmente trabalho com uma ferramenta OLAP chamada OBI (Oracle Business Intelligence) da Oracle, muito robusta e com excelentes tipos de visualizações. É nesta etapa que chegamos ao fim do processo necessário para a apresentação do BI. Note que citei que nessa etapa começamos a interagir com os gestores, este contato é para saber mais ou menos o que eles querem visualizar.

Após essas três etapas podemos considerar que já temos um BI, vale lembrar que citei esse processo num pequeno texto tentando explicar cada parte do BI a fim de esclarecer algumas dúvidas sobre os jargões da informática, mas isso não quer dizer que seja uma coisa simples e tão rápida de fazer, depende muito de muitas coisas, nem sempre os projetos de BI trazem benefício imediato. Alguns executivos ainda confundem o investimento em BI como custo. Hoje, o que mais uma corporação quer é informação de qualidade e que ajude na tomada de decisão em tempo real, o BI serve para isto, então uma ferramenta que vai nos trazer um grande benefício e com muita agilidade e qualidade deve ser olhado com bastante atenção pela gestão.

Bom, espero ter explicado de forma sucinta e clara o termo BI, fico disponível para tirar quaisquer dúvida ou para maiores informações entrar em contato pelo e-mail sergio@olimpius.com.br, segue também o link da empresa em que trabalho www.olimpius.com.br com alguns dos nossos clientes bem como outras informações sobre nossos trabalhos.

Comentários

Parabéns Sergio ! Muito bem esplanado o tema sobre BI, que é hoje uma das principais ferramentas para tomada de decisão pelo gestor, tanto no setor privado como no público.

Walter Tenorio

12/03/2010 15h59

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Sérgio Luiz Teixeira Cavalcante
sergio@olimpius.com.br

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