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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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Opinião
29/10/2009 00h03
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Situação Pesqueira do Estado de Alagoas

Cortesia
Biólogo Diego Maia Rocha
Biólogo Diego Maia Rocha

Em 2006, segundo o IBAMA a produção de pescado Brasileira foi de 1.050.808 t das quais 74% (779.112 t) foram oriundas da pesca extrativa que de 1991 a 2006 segue com um incremento de 20% ao ano, e, 26% (271.695 t) restantes são provenientes da aqüicultura que no mesmo período apresentou 1.060% de incremento. Em relação a 2005 houve um acréscimo de 3,84% à pesca extrativa e de 5,40 % a aqüicultura.

O Estado de Alagoas participa com 1,47% da produção brasileira de pescado com o volume de 15.475 t e o valor de R$ 74,2 milhões, ocupando apenas o 17° lugar no ranking dos principais estados produtores, tendo como característica predominante a pesca extrativa que representa 71% (10.980 t) de todo pescado produzido no estado, dos quais 67% (10.312 t) desse volume são representados pela pesca extrativa marinha e apenas 4% (667 t) pela pesca extrativa continental.

Com 29% (4.495 t) da produção de pescado estadual em 2006 a aqüicultura se destaca por representar 86,7% (4.345 t) das 5.012 t produzidas em águas interiores, uma realidade que ainda não foi repassada as águas marinhas, aonde a aqüicultura possui um tímido percentual de 1,43% (150 t) comparando aos 97,48% (10.312 t) da pesca extrativa.

A pesca no estado de Alagoas vem apresentando um incremento de 8,5% ao ano, saindo da produção de 5.340 t em 1993 e chegando a 15.474 t em 2006, um aumento de 190% em 13 anos.

Na pesca extrativa o volume de produção cresceu de 7.831 t em 2000 para 10.980 t em 2006, um aumento de 40,21% nesse período, apresentando um incremento anual de 5,80%. Apesar do baixo volume comparando a pesca marinha, destaca-se o crescimento da produção em águas continentais que passou de 118 t em 2000 para 668 t em 2006, um aumento de 465,68% e um incremento no período de 33,48% ao ano, enquanto a pesca marinha obteve um incremento de apenas 4,96% no mesmo período, partindo de 7.712 t em 2000 e atingindo 10.312 t em 2006, um acréscimo na produção de 41,20%.

Em relação à aqüicultura a produção cresceu 296,04%, tendo produzido 1.135 t em 2000 e alcançado 4.495 t com incremento de 25,78% ao ano, com destaque para a piscicultura de água doce que em 2000 produzia 1.085 t e em 2006 passou a produzir 4.345 t, sendo responsável por 96,96% da produção aqüicola atual com crescimento de 25,78% ao ano. A maricultura no estado se desenvolve timidamente partiu de 50 t em 2000 para 150 t em 2006, um crescimento de 200% com incremento de 20,10% ao ano.

Comentários

Artigo interessante, informativo. Mas fica a sugestão: menos números para que uma gama maior de leitores se mantenham interessados até a última linha.

Flávia Amaral

12/01/2010 08h30

Que satisfação de ter um amigo assim...quero ser uma bióloga igual a tú...feliz demais Diego por vc...

Jaina

12/11/2009 21h04

Diego é um profissional ímpar e de responsabilidade socioambiental digna de elogios. Seu trabalho vem a somar e muito com o desenvolvimento do nordeste no cenário da pesca nacional.

izabelly Dutra

12/11/2009 20h58

Informações sempre importantes. O Biólogo Diego é uma pessoa responsável e dedicado à função que exerce... conheço seu trabalho e sei que é confiável. Fico feliz em ver tais informações e saber que elas vem de fonte confiável e responsável!!

Liliane Scabio

08/11/2009 20h15

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Diego Maia Rocha
diegomaiarocha@hotmail.com

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